sábado, 26 de janeiro de 2008

Matuto

Matuto

Meus olhos se perderam no infinito dos prédios

Quiçá eu não fosse matuto pra entender!

Meninos da rua não visitam os de dentro

Nem povo daqui pergunta pra que veio

O povo de longe...

Gente boa e coração maior

A tristeza é forte e a saudade também

Maldade é coisa que não se fala

Camufla-se...

Esconde-se...

Menos para o povo de longe

A verdade também é coisa bonita

É linda, mas peça única...

Quem não tem, pode comprar

Pode, mas tem que ser otimista

Principalmente quem vem de longe

Fim da jornada, vou voltar

Não fiz amigos nem amores

Melhor assim

Pior seria...

Tudo vai passar, tenho certeza!

Quando eu estiver longe...

Quiçá eu não fosse matuto pra entender...



Thiago Alberto, Cachoeira, Dezembro de 2007.

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